Ana Pascoal
Um corpo vivo e frágil mas estranho na paisagem da praia. Corpo
que desce à praia tentando sobreviver num espaço que
não é o seu.
Este espaço é confinado pelos dois canteiros laterais.
Aqui, através da linguagem do desenho assinala-se a condição
de existir, narrativa de uma existência de um corpo que habita
silencioso um mundo que lhe é estranho.
Metáfora desta nossa existência pelo mundo que queremos
nosso, mas que muitas das vezes nos provoca ansiedade e mau estar.
Porque existimos em função dos outros se os outros nos
deixarem existir.