arte
e jogo
(PT)
Exposição
Malachi Farrell, Jan Kopp, Kasimir
Marin, Nathalie van Doxell, Joana Vasconcelos
Comissariada por Jacinto
Lageira
15 de Setembro a 3 de Novembro
Teatro Municipal da Guarda,
Galeria,
Guarda
De terça a sexta:
das 17.00 às
19.00 e das 21.00 às 23.00
Sábados:
das 14.00 às 19.00
e das 21.00 às 23.00
Domingos:
das 14.00 às 19.00
Encerra às segundas
Entrada Livre
Sobre o Projecto
Se os homens decerto jogaram desde a mais remota
idade, donde o homo sapiens se faz também,
por essa característica, homo ludens
(o homem que joga), é só no século
XVIII que a noção de ‘jogo’ se
torna equivalente à de ‘arte’,
tal como o sublinhou o pai da ideia, o filósofo
F. Schiller (Cartas sobre a educação
estética do homem, 1795).
Sabemos que a arte moderna e contemporânea
procurou e estimulou esta aproximação,
por vezes até as fazer sobreporem-se,
como aconteceu com certas obras dadaistas, surrealistas,
do OuLiPo (Queneau, Perec, Roubaud), ou ainda
no movimento Fluxus. Ceros jovens artistas integram
actualmente esta dimensão lúdica
nos seus trabalhos, continuando a a redefinir
as relações entre arte e jogo,
quer em formas complexas e sérias como
nas suas ramificaçõe lúdicas,
brincalhonas e divertidas, tato mais que uma
arte com a qual fosse impossível jogar
(em todos os sentidos do termo), perderia por
esse facto a sua natureza artística.
Desejo apresentar alguns artistas cujas obras
têm por princípio a noção
de jogo, precisamente na acepção
antes definida, de obras nas quais a seriedade
do jogo não impede absolutamente de jogar
com a seriedade da arte.
Neste quadro, proponho uma exposição
de cinco artistas cujo trabalho explora em parte
esta problemática. Trata-se de Malachi
Farrell (irlandês, vive em Paris); Marin
Kasimir (alemão, vive em Bruxelas); Jan
Kopp (alemão, vive em Paris); Nathalie
van Doxell (fracesa, vive em Paris e Lisboa);
Joana Vasconcelos (portuguesa, vive em Lisboa).
Jacinto Lageira
Os artistas
Malachi Farrell
(mais
info)
Malachi
Farrell, artista cinético,
nasceu em 1970 em Dublin, Irlanda. Formado
pela École Régionale des Beaux-Artes
de Rouen (1987-1992), pelo Institut Supérieur
des Hautes Etudes de Paris (1993) e pela Rijksakademie
de Amesterdão (1994-1995), a sua obra
caracteriza-se pela conjugação
de efeitos de som e luz com coreografias “electromecânicas” (ou
seja, executadas por objectos articulados por
circuitos eléctricos, concebidos igualmente
pelo autor). A conjugação entre trabalho
manual e tecnologia permite ao autor conceber
dispositivos dotados de uma força teatral
que transporta o espectador para uma experiência
carregada de emoção e com uma
mensagem política – levar cada
um a tomar consciência dos seus deveres
para com a sociedade. A questão das
origens também figura na obra deste
artista, o que se pode aferir pela fusão
entre a sua cultura de origem (irlandesa) e
a sua cultura de “acolhimento” (francesa).
Jan Kopp
(ver
site oficial)
Jan Kopp nasceu
em 1970 em Frankfurt am Main, Alemanha. Actualmente,
vive e trabalha em Paris, dando corpo a um trabalho
onde as disciplinas permanentemente se cruzam,
com claro destaque para as artes performativas
e para os audiovisuais. Trabalha regularmente
com Marco Berrettini e a Companhia Melk Prod*
(França). As
suas obras têm integrado exposições
colectivas e individuais um pouco por todo
o mundo. Jan Kopp concebe regularmente obras
para espaços públicos.
Kasimir Marin
(mais
info)
Kasimir
Marin nasceu em 1957 em Munique, Alemanha,
mas, actualmente, vive e trabalha em Bruxelas,
Bélgica.
O trabalho deste artista pode definir-se como
essencialmente político, pois que se
apresenta como parte integrante do espaço
público. A cidade é, para este
artista, o universo de inquirição
no qual profundamente enraíza o seu
trabalho, como acontece nas suas fotos panorâmicas
e nas instalações fotográficas
com que re-interpela o olhar a verter sobre
o território. As formas lúdicas,
como o puzzle, a que emblematicamente recorre,
cumprem igualmente essa dimensão e levaram
críticos como Pierre-Olivier Rollin
a falar de uma estética inseparável
de uma ética na obra de Marin.
Nathalie
Van Doxell
(ver
site oficial)
Nathalie
Van Doxell nasceu em Paris e, actualmente,
divide-se entre esta cidade, Nova Iorque e
Lisboa. Formada pela École du Louvre,
pela École des Hautes Études
e pela Université Paris VIII, esta artista
(também professora e ensaísta)
usa como matéria-prima a fotografia
e o filme, sendo o tema recorrente das suas
obras as aparências, o “estar em
sociedade”, o confronto entre as duas
dimensões do ser humano – a individual
e a social. As suas obras são, assim,
um convite à introspecção
individual, um confronto do espectador consigo
mesmo.
Joana Vasconcelos
(ver
site oficial)
Joana Vasconcelos nasceu a 8 de Novembro de
1971, em Paris. Artista plástica com
reconhecimento crítico iternacional, é considerada
como uma das figuras mais marcantes da última
década. Formou-se no AR.CO, em 1996.
Trabalha frequentemente com escultura e instalação.
Os seus trabalhos estão patentes em
várias colecções privadas
europeias. Em 2005, a artista apresentou A
Noiva na Bienal de Veneza.
As Obras dos Artistas
Malachi Farrell apresentará obras robotizadas.
Uma é animada por computador (mede sensivelmente
8 metros): vários pares de sapatos de
desporto agitam-se e movem-se como verdadeiros
pés, ao som de música. A outra
peça é um cão polícia,
também mecânico, que pode colocar-se à entrada
da exposição;
Marin Kasimir apresenta fotografias feitas com
recurso a uma máquina rotativa (embora
não se trate de um filme) e esculturas
no chão, todas constituídas pela
forma bem conhecida do puzzle;
Jan Kopp deseja apresentar dois curtos vídeos
em articulação com maquetas de
arquitectura, desta vez brincando com a redução
e o modelismo: um etádio, um pequeno arranha-céus
em metal (cerca de 2,5 metros de altura) e, eentualmente,
uma pequena casa em cimento de cerca de 1,5 metros
dee altura, colocada na paisagem ou num jardim;
Nathalie van Doxell apresentará igualmente
uma obra para o chão, com características
e formas de um puzzle;
Joana Vasconcelos apresentará a peça
We are the best team (Ferro, Leitor de Mp3, amplificador,
1 coluna, vidro, MDF, crochet, PVC e cabedal).
Sobre a Galeria
A Galeria de Arte do TMG, inaugurada em Abril
de 2005, recebe artistas nacionais e internacionais
de renome, bem como artistas locais com percursos
de relevo.
Expuseram na Galeria de Arte, entre outros, Júlio
Resende, Júlio Pomar, Manuel Cargaleiro,
Sofia Areal, Graça Morais, Teresa Dias
Coelho, João Castro Silva, Fernanda Fragateiro,
Maria Oliveira, Júlio Cunha, Pedro Figueiredo,
Elizabeth Leite. Referência ainda para
a exposição Da Escrita à Figura,
realizada em colaboração com a
Fundação de Serralves, Eflúvio
Magnético [Síntese], de Pedro Paiva
e João Maria Gusmão, realizada
em colaboração com a Galeria ZDB,
e 3 Pintoras da Alemanha, exposição
comissariada por Maria Lino, que recebeu trabalhos
de Ingrid Kerma, Liane Birnberg e Gerda Lepke.
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Marin Kasimir


Marin Kasimir


Joana Vasconcelos


Malachi Farrell

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