PANGEIA
INSTRUMENTOS (exposição)
(PT)
Victor Gama
17 de Setembro a 14 de Outubro
Teatro Bernardim Ribeiro, Estremoz
Exposição interactiva com instrumentos,
instalações
e dispositivos acústicos concebidos por Victor Gama
18 de Setembro
Teatro Bernardim Ribeiro, Estremoz
Workshop de
música e construção
de instrumentos, para crianças e adultos,
associados à exposição e
em articulação com as escolas (actividade
paralela)
Sobre os instrumentos
Pangeia e a exposição
Pangeia Instrumentos representam uma abordagem
ao processo de escrita musical através
de uma variável adicional, a forma.
Consequentemente, são resultado de
um método que inclui não só a
forma como variável mas também
a concepção e a construção
do instrumento com o qual a obra musical é executada.
Em Pangeia Instrumentos consideram-se os instrumentos
musicais como mediadores ou facilitadores de
diálogo e interacção com
o meio ambiente e com as pessoas que nos rodeiam.
Esta interacção é estabelecida
no processo de construção dos
instrumentos através de associações
conceptuais com elementos da natureza como
plantas, animais, estrelas, planetas ou simplesmente
como um jogo de diálogo entre duas pessoas.
Assim, os instrumentos exploram ainda um elemento
de cumplicidade e interactividade ao permitirem
que sejam tocados por mais de um músico
simultaneamente.
A exposição Pangeia Instrumentos
funciona como um espaço de performance
e experimentação livre para os
visitantes onde também participam na
execução de obras escritas para
os Instrumentos. Ao percorrerem trajectos sugeridos
no interior do espaço de exposição,
tocando nos instrumentos expostos, os visitantes
cumprem uma espécie de ritual performativo
que lhes é posteriormente apresentado
sob a forma de banda sonora ou partitura gráfica.
A exposição Pangeia Instrumentos
inclui uma série de 8 instrumentos,
de vários tipos e dimensões,
alguns dos quais são instalados no chão,
outros em plintos. Propõe-se uma área
de audiovisuais com projecção
video possibilitando uma intersecção
com os vários projectos da PangeiArt,
nomeadamente o projecto de arquivo digital
de músicas rurais no interior de Angola,
Tsikaya, o projecto Berimbau-Ungu com Naná Vasconselos,
Kituxi e Victor Gama em 2004 e as várias
vertentes do trabalho de Victor Gama.
Sobre os workshops
Visam estimular a criatividade, desenvolver
capacidades musicais e artísticas,
aumentar a autoestima e ecorajar o espirito
de equipa.
Os workshops de música são realizados
no espaço da exposição. É dado
a conhecer aos participantes um conjunto de
regras simples para tocar os instrumentos expostos
e estes são convidados a executar jogos
rítmicos e melódicos que realizam
em conjunto. São feitas gravações
utilizando um computador portátil e
um CD-áudio com as gravações
finais é oferecido aos participantes.
O programa educacional Pangeia Instrumentos
tem vindo a ser implementado em centros culturais,
escolas, centros comunitários, museus
e galerias tanto a nível nacional como
internacional e para todos os grupos etários.
Sobre
Victor Gama
Nasceu em Angola e vive actualmente em Sintra.
Formado em Engenharia de Electrónica
e Telecomunicações, é compositor,
performer e desenha instrumentos musicais
inovadores. Tem várias obras editadas
em CD, incluíndo o album Pangeia Instrumentos
editado pela editora Rephlex Records de Londres.
Tem um largo percurso de exposições
e concertos em África, América
e Europa. Em 2003 a Visiting Arts atribui
um Project Development Award à exposição/instalação
e performance na Ormeau Baths Gallery em
Belfast.
Em 2004 participa com o lendário percussionista
brasileiro Naná Vasconcelos no projecto “Berimbau-Ungu” que
os levou em tourné a Angola, Moçambique
e África do Sul. Em 2005 participa no
projecto Folk Songs for the Five Points em
Nova Iorque com William Parker e Guillermo
E. Brown, um projecto de art digital do Tenement
Museum.
Expõe em 2006 em Nova Iorque na Gigantic
Artspace e na Fundação Serralves,
Porto. No início dos anos 90 criou o
projecto Pangeia Instrumentos onde explora
sonoridades e novos processos de composição
através da construção
de instrumentos musicais, dispositivos e instalações
sonoras numa intersecção com
o design, tecnologia, arte e performance.
Gama trabalha com o fenómeno de metamorfose
dos instrumentos musicais investigando a sua
evolução desde as origens pré-históricas
até aos dias de hoje. Este fenómeno
sugere-lhe que a forma é uma variável
dinâmica no processo de composição
e consequentemente introduz uma componente
tri-dimensional na escrita musical. Nesse trabalho
exploratório usa tecnologias de CAD/CAM
e prototipagem rápida como estereolitografia
a laser e pulse cutting em colaborações
com as Universidades de Loughbourough, London
Metropolitan, Rapid Prototyping Consortium
e Hub Center for Design and Crafts Making em
Inglaterra.
Iniciou e produziu o projecto Odantalan, um
intercâmbio de músicos e historiadores
de arte que teve lugar em Luanda em 2002 com
participantes de Angola, Portugal, Colômbia,
Cuba e Brasil. Iniciou em 1997 o projecto Tsikaya,
o primeiro arquivo digital de músicas
tradicionais em Angola, uma parceria entre
a PangeiArt de Portugal e a ADRA e Bismas de
Angola.
Participou no programa Mus-e e é membro
da Fundação Yehudi Menuhin. É membro
fundador da PangeiArt – Associação
Cultural.
O seu trabalho artístico recebeu o apoio
da Fundação Prince Claus, Fundação
Gulbenkian, Instituto Camões, Instituto
Português das Artes do Espectáculo,
Arts Council England, CNCDP/Conselho de Ministros,
Netherlands Institute for Southern Africa,
Visiting Arts/British Council, EPAL Companhia
das Águas, Lower East Side Tenenement
Museum.
Exposições (mais relevantes)
Gigantic Artspace, Artificial Afrika, New York
2006
Tenement Museum, New York, Installation/digital
arts – Folk Songs for the Five Points
2005
Harbourfront Centre, Toronto, Canadá,
Exposição “Sounds Like” 2005
The Hub Center for Craft, Design and Making,
Sleaford, Reino Unido 2005
Sines, Capela da Misericórdia Exposição “PANGEIA
INSTRUMENTOS” 2004
8a Bienal de Havana (com Carlos Garaicoa),
Cuba 2003
Institute of Contemporary Arts, ICA, Atlantic
Waves Festival, Londres 2002
Centro Cultural Português, Maputo, Moçambique
2000
Museum Sound Device, sound installation, MuSoD,
intintegrada na exposição “Rhythm” do
Royal Tropical Museum, KIT Amsterdão,
Holanda 2000
Centro Cultural da Guarda 1999
Espaço OIKOS, Lisboa 1998
Concertos (mais relevantes)
Fundação de Serralves, Porto,
2006
Museu de Arte Contemporânea do Chiado,
Lisboa, 2006
The Distelery, Toronto, Canadá, 2005
Tenement Museum, New York 2005
Tonic, New York 2005
Galapagos, Nova Iorque, 2005
Harbourfront Centre, Toronto, Canada 2005
Tierry O’Toole Theater, North Kesteven,
UK 2005
Teatro Jorge Eliezer Gaitan, Bogotá,
Colombia 2004
Instituto Franco-Moçambicano, Maputo – Nana
Vasconcelos Tour 2004
Teatro Nacional, Luanda - Nana Vasconcelos
African Tour 2004
Awesome Africa Festival, Durban 2004
Festival Músicas do Mundo, Sines 2004
State-x New Forms Festival, Haia, Holanda 2004
Forum Mundo Melhor, Rock-in-Rio Lisboa 2004
Visonic Audiovisual Festival, Belfast 2004
Institute of Contemporary Arts, Atlantic Waves
Festival 2003
Centro Cultural de Belém, (Sala de Ensaios),
2002
Theater Zuidplein, Rotterdão 2001
Instituto Franco-Português, Lisboa, 2001
RASA-wereld centrum, Utrecht, 2001
Centro Cultural da Universidade Eduardo Mondlane,
Maputo 2000
Centro Cultural da Guarda, Portugal, 1999
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