spacer logo
line
 
   FESTIVAL 2008


line

Circo
Dança
Filmes
Música
Performance
Projectos de criação
Teatro

+

Janela Indiscreta
+
Espírito do lugar

Redondo
Évora
Estremoz
Montemor-o-Novo
Arraiolos
Aldeia da Luz
Viana do Alentejo

Encontros da luz
Exposições
Sam Buxton
Revista Alentejo

Artes da terra
Oficina do feltro
Andamentos
Escola de Verão
Palco digital

Casa revolucionária
Crónica

+
APRESENTAÇÃO
DESTAQUes
PROGRAMA
NEWSLETTER
DOCUMENTaÇÃO
+
APOIOS
FICHA TÉCNICA
CONTACTOS

+
EDIÇÕES ANTERIORES
2007 | 06 | 05 | 04


spacer line

HOME > CIRCO > Dans mes bras

line
spacer line



line
 
celeste
Dans mes bras
L’Attraction Céleste
FR

Circo Parque Urbano, Montemor-o-Novo
1 de Agosto
21h30 e 23h


Vimieiro (Arraiolos)
3 de Agosto
21h30 e 23h


Duração do espectáculo: 50 minutos
Duas sessões diárias
Lotação: 50 lugares
Todas as Idades
Bilheteira: 2,5€

L’Attraction Céleste são Servane Guittier e Antoine Manceau
L’Attraction Céleste é uma companhia francesa constituída por dois actores, Servane Guittier e Antoine Manceau. Em Dans mes Bras, trabalham no interior de um pequeno chapitô (com lugar para 50 espectadores) a relação da arte circense com o handicap e o acidente. Sem recurso à narração, o diálogo que se estabelece com o espectador sustenta-se sobretudo na música e numa corporalidade simultaneamente doce e cruel. Uma espantosa revisitação do universo da baraque de foire, do Barnum Circus e do freak show, terna e tensa, trágica e cómica, grotesca e sublime.

A companhia e o espectáculo
Depois de mais de 10 anos a trabalhar em companhias muito diversas (música, teatro, circo,...), a L’Attraction Celeste é a nossa expressão, testemunho, um concentrado de nós, nosso: Servane Guittier música (canto, acordeão, trompete, serra musical...) comediante, e Antoine Manceau, músico (clarinetista) e comediante.

Para lá da referência ao imaginário que alimenta a nossa criação, L’Attraction Celeste mergulha as suas raízes nas barracas das atracções de feira: gostamos da proximidade, do espectáculo popular e, sobretudo, gostamos de “fenómenos”: esses seres humanos anormais, atípicos, originais e terrivelmente belos. É certamente por amor à tolerância que nos ligamos a estes “monstros”, é certamente porque o handicap tocou a nossa pequena família que queremos hoje falar disso, de anormalidade. Será esta a linha condutora do nosso trabalho futuro? É possível, isto não é senão o principio, que se intitula Dans mes bras. Para este projecto concebemos um lugar que funciona quer como barraca de feira quer como chapitô: uma barraca circular, de 7 metros de diâmetro, envolta por uma cobertura de chapitô assente numa tenda tipo yourte mongol. Ao centro, uma pista de 3 metros de diâmetro; em redor, bancos para umas cinquenta de pessoas: um lugar intimista e caloroso, proporcionando ao público uma relação privilegiada.

Fomos muito auxiliados pelo talentoso e luminoso encenador Patrick Masset, com quem já trabalhámos, na Companhia Vent d’Autan. A sua sensibilidade, a concepção da encenação e da escrita teatral interessam-nos e correspondem aos nossos desejos. Além da proximidade com o público, desejamos desenvolver um universo simples e sem artifícios, quer no jogo de actor, quer na utilização da iluminação ou do som: não há amplificação dos instrumentos, usamos luzes ‘domésticas’ manipuladas por nós, (quase) nada de acessórios, figurinos simples (de Catherine Manceau, jovem costureira promissora, de cuja estética gostamos). O nosso universo: um circo de feira, musical e intimista.

Scalisi sobre L’Attraction Céleste:
Numa pequena tenda, onde a relação entre a cena e os espectadores se mistura numa intimidade cúmplice, assisti a alguns milagres, para quem ainda acredita em milagres – e eu ainda acredito nos milagres da arte. Milagres que falam de poesia, de música, de um novo circo / antigo, de um rir que se transforma em lágrimas e sobretudo de diversidade, de anormalidade, de monstros / fenómenos e de deficiência.
Raras vezes fui assim transportado, com uma simplicidade tão desarmante, para conhecer estados de alma opostos  – o rir que se transforma em lágrimas com uma sensação de vertigem que faz sentir a falta da terra debaixo dos pés e que nos torna tão frágeis e próximos do que é diferente, da deficiência.
Um espectáculo corajoso, sensível e poético para quem ainda acredita nos milagres da arte.
Giacomo Scalisi