
FESTIVAL 2008

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Figura MortA con Natura
Giorgia Maretta
IT
Dança Cine-Teatro, Arraiolos
12 de Setembro
21h 30
Duração: 20
minutos
Classificação: M/12
Entrada Livre
Concepção e direcção
artística Giorgia
Maretta
Coreografia e
interpretação Giorgia
Maretta, Erika Faccini
Assistente de
direcção, texto
e design de som Andrea
Cavallari
Desenho de Luz Sabastiano
Leddi
Stage manager Silvia
Cantoni
Professora de
Inglês Claudia
Pitto
Fotografia de cena Federico
Ambrosi
Com o apoio de Dance
Point Milano (IT)
Com o financiamento de Azione
Movin'up
Agradecimentos ao Marni
Theatre de Bruxelas
Progetto
realizzato con il sostegno dell'azione movin'up"
GAI - Associazione per il Circuito dei Giovani
Artisti Italiani
PARC - Direzione
Generale per la qualità e
la tutela del paesaggio, l'architettura e l'arte
contemporanee, Ministero per i Beni e le Attività Culturali
Presidenza del Consiglio dei Ministri
- Dipartimento
per le Politiche Giovanili e Attività Sportive
Giorgia Maretta é uma
jovem coreógrafa
italiana, que vem apresentar no quadro do festival
o espectáculo de dança Figura
Morta con Natura, que protagoniza
com uma outra bailarina, Erika Faccini. Um espectáculo
de dança a partir de um quadro de Balthus
(O Gato do Mediterrâneo). O gato
como figura doméstica a que a dança
empresta plasticidade. Uma leitura da casa, do
homem, da mulher. Uma “collage” com
som editado em tempo real e visual em acumulação
e sem relações de continuidade entre
si. Figura Morta con Natura foi
seleccionada para a Biennal of Young Artists
of Europe and the Mediterranean 2008.
Podemos começar
por descrever O Gato do
Mediterrâneo, quadro de Balthus. Um
homem com rosto de gato senta-se a uma mesa:
tem um peixe no prato. Está a comê-lo.
Por detrás, um arco-íris pesca
peixes que acabam por aterrar-lhe no prato, ou é o
arco-íris que lhos atira: podemos considerar
as duas posisbilidades.
No mar há ainda uma rapariga, a filha de
Bataille, futura amante de Balthus. Ela está num
pequeno barco, que se afasta enquanto a rapariga
acena, não para o homem-cara-de- peixe,
mas para alguém, de fora. O barco dirige-se
o arco-íris e tudo faz pensar que também
ela seguirá o arco-íris e acabará por
aterrar no prato.
A performance desenvolve-se como uma extensão,
uma sequela ou como fascínio por esta imagem.
A direcção é concebida como
uma collage, acumulando detalhes visuais
e sonoros e sem soluções de continuidade.
A acção e o som procuram a precisão
da coincidência, a simultaneidade típica
de uma certa linguagem do cinema. O tempo é regulado
pelas palavras gravadas de uma aula de inglês.
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