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O grande lago
Rodrigo Oliveira
InstalaçÃo
Com O grande lago, Rodrigo Oliveira
materializa a sua reflexão em torno dos ciclos da água
e da morfologia da paisagem envolvente, ao mesmo tempo
que explora a ideia de arquitectura enquanto vestígio
de edificação, ruína e monumento,
com uma estrutura de saltos de piscina que se eleva frente
do Museu da Luz.
O Grande Lago
O meu trabalho tem sido caracterizado por intervenções site- e context-specific que
partem da reflexão sobre funções
e características inerentes a certos espaços
arquitectónicos e uma certa atitude de análise
e comentário dos mecanismos de legitimação,
existência e propagação do sistema
artístico, recorrendo a intervenções
que se centram em torno dos dispositivos necessários
para a apresentação e visibilidade de obras
de arte que envolvem activamente o espectador como parte
integrante e dinamizadora da obra.
O uso de diferentes materiais e técnicas são
adaptados para o assunto em questão com o objectivo
de criar uma espécie de “retrato” ou
análise do local.
Parte da minha investigação é materializada
em objectos e instalações que têm
como ponto de partida os conceitos de desmaterialização,
vazio (emptiness) e ciclos de transformação.
Transformar o espaço, muitas vezes sem acrescentar
nada de aparentemente novo, outras vezes, através
do desvendar e de revelar algo que já lá está tornando-o
visível, visa sobretudo expor o obvio, o que tem
estado desde sempre próximo de nós. Criar
uma intensificação da realidade ou uma
plataforma de discussão de assuntos muitas vezes
implícitos. […]
O Grande Lago consiste numa estrutura de saltos
de piscina que será instalado em frente do Museu
na borda da água, ou na parte superior do museu.
Essa estrutura remete para uma ideia de arquitectura
enquanto vestígio de edificação,
ruína e ao mesmo tempo de monumento. A deslocação
objectual numa espécie de “follie” ou
de absurdo convoca memorias do passado (daí o
carácter de monumento) ao mesmo tempo que marca
o território em termos de narrativa, quer social
e antropológica quer na relação
que opera com o mundo da arte.
Rodrigo Oliveira |
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