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HOME > JANELA INDISCRETA > THE BLUE ROOM

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JANELA INDISCRETA > indíce

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blue room
The blue room / O quarto azul
Fernanda Lapa (supervisão)
(Universidade de Évora)
PT
TEATRO
2 a 4 de Julho, 21h30
Sala Estúdio, Teatro Garcia de Resende, Évora


Duração: 2 hora
Classificação: M/16
Lotação: 50 lugares

Exercício de fim de Semestre do Curso de Mestrado em Teatro,
ramos Arte do Actor e Dramaturgia e Encenação.
Supervisão Fernada Lapa
Texto David Hare
Tradução Alexandra Gonçalves (revista pelo colectivo de alunos de encenação)
Encenação e Direcção de Actores Ana Margarida Pereira, Bruno Martins, Joana Poejo, Luís Cruz, Mário Primo
Interpretação Ana Margarida Pereira, Ana Mota Ferreira, André Pedro, Bruno Martins, Catarina Caetano, Cláudia Medeiros, Mário Cortinhas, Pedro Mendes, Sara Costa
Tema musical original Cláudio Pereira (finalista de Teatro da U.É.)
Arranjos e execução Maestro Rui Ribeiro
Banda Sonora Colectivo de alunos de encenação
Cenografia e Figurinos Colectivo de alunos de encenação
Desenho de Luz Mário Primo
Direcção de Cena  Joana Poejo
Montagem da Banda Sonora Pedro Mendes e Luís Cruz
Montagem de Luz  Mário Primo e Francisco Gonçalves*
Operação de Som Luís Cruz
Operação de Luz  Francisco Gonçalves
Apoio Geral  João Pedro Belchior
*aluno de Engenharia Civil na Universidade de Évora

Foi-me lançado, pelo Departamento de Artes Cénicas da Universidade de Évora, o desafio de leccionar, no curso de Mestrado em Teatro, duas disciplinas em simultaneidade - Trabalho Teatral II e Encenação. Pretendia-se que o aluno/actor desenvolvesse as suas técnicas interpretativas e que o aluno/encenador, após uma experiência de Direcção de Actores levada a cabo no 1o Semestre, fosse capaz de liderar uma equipa artística e técnica e encenar um espectáculo, assumindo a responsabilidade do mesmo.

Para atingir os objectivos propostos, tornava-se necessário uma planificação rigorosa do trabalho a desenvolver. Uma encenação conjunta de cinco alunos obrigou a decidir-nos por um texto/pretexto cuja estrutura tornasse viável o processo de aprendizagem. Decidimo-nos por The Blue Room, de David Hare, uma adaptação moderna de La Ronde, de Arthur Schnitzler. Composta por dez cenas, cuja circularidade é uma metáfora dos jogos de poder inerentes à sexualidade, a peça oferece a  possibilidade aos alunos/actores de evoluirem na tarefa difícil de criarem personagens credíveis a partir de um texto teatral  com o seu estilo próprio “suavemente irónico” ou, se preferirmos, de “champagne ácido”.

Cada aluno/encenador tomou a seu cargo a direcção de duas cenas e de três alunos/actores, após o trabalho colectivo de fixação do texto (revisão da tradução gentilmente cedida pelo Grupo de Teatro Metamorfose Total), a análise dramatúrgica do mesmo e o levantamento das suas linhas de força, ferramentas indispensáveis à unidade da Encenação. Também o espaço cénico foi definido conjuntamente pelos alunos/encenadores, a partir da possibidade de manipulação (também circular) de módulos cenográficos cedidos pelo Grupo de Teatro Gato.Sa (quando não há Cão, caça-se com Gato). O desenho de luz e a banda sonora, desde a concepção, à montagem e operação, é da total responsabilidade dos alunos/encenadores com a colaboração técnica de alunos/actores. Dois alunos/encenadores aceitaram integrar o elenco interpretativo - uma experiência acrescida,  ao serem, no mesmo espectáculo, dirigidos e directores. O tema musical The Blue Room foi composto por um aluno de Licenciatura em Teatro, a convite dos alunos/encenadores. Uma rede complexa de saberes e criatividade...
Este foi, pois, um processo atípico, mas muito estimulante.

A disciplina e a humildade artísticas eram requisitos fundamentais para atingir as metas propostas. Quando existe um deficit, até o público mais distraído é capaz de notar. Não podemos esquecer que, colegas do mesmo ano de Mestrado dirigem e são dirigidos por colegas do mesmo ano de Mestrado. No Teatro é mesmo assim. Fazendo apelo à minha experiência pessoal, relembro com gratidão as vezes que dirigi colegas mais velhos e fui dirigida por outros muito mais novos. Esse confronto, quando generoso, só pode ser enrique- cedor - humana e criativamente.
Para todos nós, Alunos e Docente, este pode ter sido mais um passo na terefa, inesgotável, de respondermos sempre, de espírito aberto, aos desafios da profissão que escolhemos - também ela “atípica”.
Ao Festival Escrita na Paisagem, o nosso obrigado por nos ter acolhido na sua programação.
Em nome do colectivo

Fernanda Lapa




 

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