| |

JANELA INDISCRETA
Plataforma internacional
de criação universitária
Évora
1 a 13 Julho
A
plataforma de criação universitária
a que demos o título genérico de Janela
indiscreta —forma de sinalizar a circulação
da criação feita dentro da Universidade
para o fora que são a cidade e a comunidade— resulta
em primeiro lugar das relações que o Festival mantém
continuadamente, desde o seu início, em 2004,
com a Universidade de Évora na área das
artes, e bem assim as que foi estabelecendo com estruturas
congéneres (por exemplo com a Universidade de
Manchester, onde promoveu a participação
de um projecto teatral eborense no MIST de 2007). Resulta
também do seu envolvimento no projecto NEST (New
European Student Theatre festival), rede europeia em
fase de implementação da qual é parceiro.
Esta é a moldura de base para dar resposta à necessidade
de criar um espaço de acolhimento da criação
artística que discentes e docentes levam a cabo
na Universidade de Évora, procurando-lhe uma dimensão
europeia.
Assim, Janela indiscreta (o título roubado
a Hitchcok sinaliza um estado de permanência intra-muros
dessa criação que o projecto visa, indiscretamente,
publicitar) apresenta-se como plataforma internacional
de criação produzida no seio da formação
artística universitária, enquadrada no Festival
Escrita na Paisagem. Desejamos que seja um passo
para aprofundar estatégias futuras, com maior
envolvimento de todos os interessados e a configurar
um interface catalisador de vontades e iniciativas, de
parcerias e cumplicidades.
A plataforma de criação universitária Janela
indiscreta apresenta-se assim como um evento internacional
de artes transdisciplinar, académico e experimental
que, durante 13 dias, apresenta espectáculos
de música clássica e contemporânea
(coordenação de Amílcar Vasques
Dias), teatro (projectos de teatro curricular da U.
de Évora e da Metropolitan Manchester University,
com direcção de Ana Tamen, Fernanda Lapa
e Shane Kinghorn) e projectos experimentais concretizados
por alunos, oscilando entre teatro e performance. Inclui
ainda as intervenções terroritas da Art
Terror Foundation e de Pedro Portugal. E ainda
um workshop internacional de investigação
em arquitectura, comissariado por Linda Cassens Stoian
(USA/CH).
Paralelamente, o Núcleo de Estudantes de Sociologia
da U. É. desenvolve um projecto de estudo de públicos,
a aplicar durante a Janela indiscreta. E escolhemos
lembrar o trabalho premiado de Inês Coelho, uma
peça de design ‘da casa’.
A aprofundar
as possibilidades do encontro haverá grupos
de observação, fóruns de debate,
encontros após os espectáculos e, no dia
6, uma festa com música, projecções,
encontros e debates. É para este programa que
convidamos todos. Porque ele é para todos!
|
|
|
|
|
|