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HOME > TEATRO > O Senhor ValÉry

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valery
O Senhor ValÉry
Vigilâmbulo Caolho
PT
Teatro
Junto à Casa de Estremoz, Estremoz
2 de Agosto
21h30


Duração:
50 minutos
Todas as Idades 
Entrada Livre


Autor: Gonçalo M. Tavares
Criação: Vigilâmbulo Caolho
Intérpretes: Carlos Marques, Nicolas Brites, Pedro Manuel
Direcção de actor: Júlio Mesquita
Cenografia: Sara Franqueira
Música original: Alain Chafwehe, Christophe Dupont
Apoio artístico: Ricardo Guerreiro
Design Gráfico: Nonnu
Produção executiva: João Fernandes, Pedro Manuel
uma produção Vigilâmbulo Caolho/ 2007

O Senhor Valéry tenta, todos os dias, sair de casa e chegar ao fim do seu dia. Mas há coisas que acontecem que fazem o tempo passar por si. O Senhor Valéry resolve sempre cada problema, mas tem de começar tudo de novo, no dia seguinte. Os dias repetem-se iguais como se fossem o mesmo, até que se cumpra um dia completo.
 Uma descoberta do mundo que ainda não conhecemos ou que estamos habituados, através de um imaginário infantil, relacionado com a interrogação do mundo, onde os adultos também se sentem em casa. Através de uma descoberta sensível e atenta dos gestos do quotidiano, desvenda-se a infinita incerteza que reina na mais pequena decisão. 

A primeira imagem que surgiu – e que serviu de referência de forma mais abrangente a todo o imaginário deste Senhor – foram as figuras masculinas de Magritte, depois também o Senhor Teste de Paul Valéry, ou o Senhor Hulot de Jacques Tati. A partir daí - e de alguns dos textos que sugerem esta tripartição - surgiu a questão: quantos Senhores Valéry? A solução encontrada foi a de multiplicar o Senhor Valéry por três corpos. Com um actor seria um monólogo; com dois, um diálogo onde facilmente se deslizava para leituras dicotómicas; três seria o princípio de variação. A mesma personagem, as mesmas acções e gestos, repetida e multiplicada por três actores encontra diversos caminhos de variação.

O Senhor Valéry torna-se um espectáculo com três actores, espelhos uns dos outros, que ora demonstram o problema, ora contam a história, num teatro do gesto e do aforismo.