
Foto: Christophe Reynaud de Lage
Miroir Miroir
Cie. Moglice - Von Verx
FR
Música/Dança
Largo Marquês de Marialva (em frente à Sé), Évora
28 de Julho, 19h
Jardim da Biblioteca, Arraiolos
29 de Julho, 18h30
Praça do Município, Fundão
31 de Julho, 22h30
Duração: 40min.
Todas as idades
Entrada Livre
Concepção e interpretação - Mélissa Von Vépy
Composição musical e interpretação ao piano - Stéphan Oliva
Colaboração na dramaturgia - Angélique Willkie
Desenho de Luz - Xavier Lazarini
Direcção técnica e de luz - Franck Michel
Construção - Dominique Grand
Figurinos - Suzanne Maia
Produção e comunicação - Laurence Edelin
Uma produção - Cie. Moglice - Von Verx
Co-produção - SACD - Festival d'Avignon
Financiamentos - a composição musical beneficiou do apoio da SACD.
Agradecimentos - Raphaëlle Von Vépy, Andy, Paul Despioch, Isabelle Périllat, bem como aos colectivos de Bruxelas, pelo seu acolhimento: l’Ecole Supérieure des Arts du Cirque, le Théâtre de La Roseraie, le Centre Culturel de Woluwe-Saint-Pierre.
A Companhia é subsidiada pelo Ministério da Cultura e da Comunicação - DRAC Lanquedoc Roussillon e pelo Conseil Général de l'Hérault. As suas criações são apoiadas pelo Concelho Regional de Languedoc-Roussillon.
O espelho.
Este objecto reflecte directamente demasiados filmes, estórias, contos de fadas e mitologias, e suscita questões existenciais e terríveis relacionadas com o acto de olhar para o mais profundo de nós próprios.
Que integridade procuramos, quando nos olhamos nos olhos? Será que deixamos transparecer o reflexo do que se passa “por detrás da cena”? Podemos sempre tentar a salvação; objectivamente, o nosso reflexo mente.
Som e coreografia são como uma fonte comum de interioridade para criar material subjectivo, deixando espaços vazios e fugas fantasmagóricas...
Mélissa Von Vépy e Stéphan Oliva
Um espelho, esse lugar de re:petições, suspende-se sobre os nossos olhos re:flectindo a paisagem à sua volta. Em cena, um piano multiplica em imagens sonoras o encontro de uma bailarina com o espelho. Ela re:vê-se nele, alcança-o no ar, entra nele, entra na sua própria imagem, para (se) descobrir o outro lado...
Músico e bailarina constroem um momento íntimo de uma beleza singela, no limite das inquietações e fragilidades do ser quando confrontado com a sua própria imagem – o seu re:flexo. O espelho não deixa de evocar o lado que não mostra, o lado intangível da interioridade.
Estreado em 2009 no Festival de Avignon (Co-produção), Miroir Miroir é o resultado da exploração coreográfica, musical e cinematográfica de Melissa Von Vépy, Stéphan Oliva e Angélique Willkie.
Von Vépy, nascida em Geneva (Suíça) é trapezista de formação e co-fundadora da companhia Moglice – Von Verx (criada em 2000, em conjunto com Chloé Moglia). Na sua companhia Von Vépy e Moglia co-criaram e apresentaram vários espectáculos: “Un certain endroit du ventre” (Um certo lugar na barriga), “Temps troubles” (Tempos Conturbados), “I look up, I look down…” (Olho para cima, olho para baixo), “Une jambe n’est pas une aile / Nimbus / Croc” (Uma perna não e uma asa/ Nimbus/Croc) e “Dans la gueule du ciel” (Na boca do céu), em colaboração com o actor Peter James. Em 2007 a companhia foi galardoada com o prémio “Arts du Cirque”, do SACD – Societé d’Auteurs et Compositeurs Dramatiques (Sociedade de Autores e Compositores Dramáticos).
Oliva, pianista francês, começou a ser notado nos finais dos anos 80 pela sua sensibilidade como interprete. O seu trabalho é marcado pela diversidade e originalidade, como se pode verificar nas variadas homenagens a pianista como Bill Evans, Lennie Tristano, Paul Motian, Giacinto Scelsi, Paul Auster, Bernard Herrmann e Harlem Piano Stride, bem como na sua nova criação “Little Nemo”. Já tocou com diversos músicos, entre os quais Bruno Chevillon, Paul Motian, Jean-Marc Foltz, François Raulin, Claude Tchamitchian, Jean-Pierre Jullian, Christophe Monniot, Linda Sharrock, Joey Baron e Suzanne Abbuehl. Apaixonado por cinema, desenvolve parte do seu trabalho sob a forma de improvisações em concertos a solo sobre bandas sonoras de filmes e ainda em cineconcertos para filmes mudos. Também compõe e interpreta música para curtas e longas metragens, algumas das quais realizadas por Jacques Maillot. Desde 2006, que trabalha com regularidade com a actriz e cantora Hanna Schygulla.
Willkie, bailarina natural da Jamaica, iniciou a sua formação em dança na School of Toronto Dance Theatre. Depois de se ter estreado no Quebec viajou para a Europa onde se fixou – há 17 anos que divide o seu trabalho entre a criação autonoma e o trabalho com uma variedade de companhias. Na Bélgica colaborou com Les ballets C de la B e Needcompany, como cantora, e com Zap Mama, dEUS e DAAU. Participou em vários projectos com Ultima Vez Company/ Wim Vandekeybus (Bruxelas), Henny Jurriens Stichting (Amesterdão), Circuit-Est (Montreal), SEAD (Salesburgo) e ImPulsTanz. Também desenvolve trabalho na área da pedagogia em treino vocal e dança, e ainda como dramaturgista e assistente de teatro-dança.