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2010 > ARTES DA TERRA > LINHAS COM QUE ME COSO (PT)
 
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Linhas com que me coso
Colecção B
PT
Instalação

Mosteiros de Flor da Rosa, Crato
1 de Julho a 30 de Setembro


Um projecto Colecção B em parceria com a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e com a Cooperativa Teatro dos Castelos.
Coordenação - Diana Regal
Execução - Elisa Pinto
Direcção de montagem - Carlos Marques

Apropriamo-nos de um poema visual de Regina Guimarães para dar o nome a esta obra, que reflecte sobre as práticas de produção e transformação de têxteis, em contexto doméstico, para a manufactura de peças de roupa e do lar. Sabendo que trabalhar com têxteis veicula normalmente implicações de género – nas relações com o trabalho feminino – ou de relevância económica – quer no contexto global quer na economia doméstica, pretende-se que este trabalho se relacione com estas práticas numa proposta de criação, através da produção de uma peça de “renda sol” de grandes dimensões, como se do elemento da arquitectura gótica – a rosácea – se tratasse.

Esta peça nasce re:união e re:articulação destas fontes e temas com outros, em particular: o simbolismo inerente à rosácea (nomeadamente aquela que está inscrita no túmulo de D. Pedro I) a qual com a sua forma circular representa a Roda da Vida – o mundo, a vida e a morte, figurando nelas a condição do Homem nos domínios do privado e do social; e a lenda que está na origem da Renda sol ou Nhanduti. Esta narra a estória de uma inconsolável indígena cujo amado desapareceu no dia do casamento. Ao achá-lo morto na selva fechada, ela abraçou-se ao corpo do amante, velando-o toda a noite. Ao amanhecer, a luz do sol mostrou que o guerreiro morto estava coberto por um belo manto de teias tecido pelas aranhas. A noiva buscou fios e agulhas e, copiando o trabalho das aranhas, teceu para o amado uma deslumbrante mortalha, criando assim a primeira peça conhecida de Nhanduti.
 
Mosteiro de Flor da Rosa, Crato
PT

Largo da Vermelha, Bairro da Cruz da Picada, Évora
PT