Última Ceia
Maria José Correia
PT
Instalação/Happening
165cm X 45cm X 10cm
Pão Ázimo [Ingredientes: farinha de trigo, água, sal, gordura vegetal. Produzido em: 16/07/2010. Hora da Fornada: 23h56. Validade: 17/07/2010. Fábrica dos Leões, Évora, Portugal]
Galeria dos Celeiros (1º andar), Antigos Celeiros da EPAC, Évora
17 de Julho, 22h
Durante a última ceia, em referência específica ao tomar o Pão (e o Vinho), Jesus pediu aos seus discípulos ‘Façam isto em memória de Mim’. Tal como Jesus, a Arte pede-nos, enquanto seus discípulos, que celebremos em si mesma o milagre da vida [...]
Maria José Correia
Uma escultura traz-nos o pão da Última Ceia, para comermos numa dimensão espectacular da procura de nutrição visual e vital que a Arte nos proporciona. Este projecto de Maria José Correia brinca com as relações entre o eterno e o efémero, o metafórico e o real.
Para esta instalação/happening foi escolhida a Galeria dos Celeiros (sala do primeiro andar dos Antigos Celeiros da EPAC), espaço ideal pelas características arquitectónicas únicas que permitem a criação de um ambiente místico e dramático. “Tendo também em conta as referências bíblicas ao Monte Sião (extra-muros à cidade velha de Jerusalém), onde se pensa ter sido efectivamente a Última Ceia, num lugar ao qual chamam tradicionalmente ‘o Quarto de Cima’ faz todo o sentido que também esta ‘Re:Última Ceia’ aconteça neste escolhido quarto de cima do Espaço Celeiros”, disse a jovem criadora, quando viu o espaço pela primeira vez.
Para
Maria José Correia, optar pelo pão como material de trabalho é estabelecer ainda uma relação a sua história familiar: a criadora é a última de muitas gerações de panificadores. Como estudante do curso de Escultura do Departamento das Artes Visuais da Universidade de Évora, Maria José Correia já tinha utilizado o pão como material de trabalho, no entanto, só recentemente o elegeu como material de preferência, com o qual começou a traçar a direcção de um trabalho próprio.
Acompanhemos mais uma vez um novo criador com a sua proposta única e deixemo-nos fascinar pelo contexto arquitectónico da Galeria dos Celeiros, numa
re:união que celebra a arte presente e lança o desafio para a
re:petição re:inventada do acto redentor da Última Ceia.