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la pocha nostra
Guillermo Gomez-Peña / La Pocha Nostra
FormaÇÃo
1 a 11 de Agosto
Convento do Carmo, Évora


ApresentaÇÃo final
Convento do Carmo, Évora
12 de Agosto
21h30


Desafiar, transgredir, cruzar fronteiras
Um programa de criação e performance apresentado, dia 12 de Agosto, às 21h 30, no Convento do Carmo, em Évora. Com Guillermo Gómez-Peña, Roberto Sifuentes e um grupo de 25 artistas nacionais e estrangeiros.

«Num tempo em que os governos pedem que não cruzemos fronteiras, termos criado esta comunidade efémera dedicada à criação radical torna-se fundamentamente um gesto político».

Foi com estas palavras que Guillermo Gómez-Peña encerrou os trabalhos da Escola de Verão que dirigiu com La Pocha Nostra. Dez dias de trabalho intensivo com 25 artistas, nacionais e estrangeiros, durante os quais se exploraram metodologias de criação performativa — desde os ‘museus vivos’ às intervenções no espaço arquitectónico, aos desafios de realização de jam sessions de criação de imagens, à criação em colaboração.

Em permanente questionação do mundo em que vivemos, os criadores de La Pocha Nostra, colectivo radical de criação com base nos Estados Unidos da América e com ramificações por vários países em todo o mundo, e os artistas participantes na Escola de Verão, exploraram os territórios dos géneros, das identidades, das políticas de mobilidade aplicadas às minorias migrantes e aos países do Sul. Radicalmente, cada dia de trabalho encontrou razões para cruzar fronteiras — físicas e simbólicas —, para problematizar e criar apropriações de alta intensidade crítica em gestos e corpos de radical beleza. Desafiar, transgredir, cruzar fronteiras (territoriais, comportamentais e gnoseológicas) foram, assim, as palavras-chave desta Escola de Verão, realizada em parceria com o Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora.

A Escola de Verão corresponde, nesta quinta edição do Festival Escrita na Paisagem, à inauguração de um formato, que trará a Portugal, em cada ano, um criador de referência no panorama internacional. A abertura do formato coube a Guillermo Gomez-Peña / La Pocha Nostra, um dos artistas mais radicais, iconoclastas e transgressores da cena performativa contemporânea. As suas criações etno-tecno-canibais exploram um imaginário transgressor, alimentado por imagens e temas de matriz, religiosa, sexual e política, centrados na trans-culturalidade, trans-geracionalidade e transdisciplinaridade. A criação e a pedagogia de La Pocha Nostra têm criado “comunidades temporárias de artistas rebeldes”, disseminando processos de criação, contestação e intervenção política. Assim aconteceu em Évora. Venha ver!

Direcção de Guillermo Gomez-Peña / La Pocha Nostra (MEX/USA)

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Escrita na Paisagem abre este ano um novo formato: a realização em Agosto, de uma Escola de Verão, em cada ano com um criador de referência no panorama internacional. A abertura do formato cabe a Guillermo Gómez-Peña. A trans-culturalidade, a trans-geracionalidade e a transdisciplinaridade são os conceitos que servirão de tema para um trabalho intensivo, que culminará numa apresentação final.

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Guillermo Gomez-Peña é um dos artistas performativos internacionais mais controversos e inovadores da actualidade, desenvolvendo o seu trabalho em torno da identidade cultural.
Em 1993, Gomez-Peña criou uma associação artística com outros artistas latino-americanos sediados nos EUA, La Pocha Nostra. Para além das suas criações regulares, organiza há já vários anos a International Performance Intensive Workshop, que decorre durante o Verão e à acorrem artistas vindos de todas as partes do mundo. Este workshop, que decorre normalmente no México, constitui um ponto de referência no panorama artístico contemporâneo, quer pela sua metodologia quer pela sua linguagem fortemente iconoclasta.
O desafio que o Festival fez a La Pocha Nostra foi o de trazer este ano para a Europa a International Performance Intensive Workshop dirigida por Gomez-Peña, transformando o Alentejo no centro internacional da performance. No fim do período de formação desta Escola de Verão será feita uma apresentação final conjunta dos trabalhos da Escola e da La Pocha Nostra.
A coordenação das metodologias performativas de um workshop faz, frequentemente, parte do processo de criação de um projecto da La Pocha Nostra.

Guillermo Gomez-Peña e La Pocha Nostra
Dado o carácter transdisciplinar, multi-racial e multi-geracional dos nossos workshops, estes envolvem desde estudantes de diferentes áreas de formação a performers locais, actores, bailarinos e poetas. Durante 10 dias, num regime de trabalho de 5 a 8 horas por dia, damos a conhecer aos participantes as nossas técnicas de trabalho, sendo aqueles desafiados a desenvolver “seres híbridos”, imagens e estruturas rituais com base nas suas próprias identidades complexas, estéticas pessoais e convicções políticas. A apresentação de um evento performativo no final do processo de trabalho, transforma o workshop num processo de ensaios que por sua vez dá lugar a um espectáculo, no qual os elementos da Pocha Nostra se juntam, enquanto performers, aos participantes.

+ informação (download pdf, 560kb)