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@ Arquivo do Festival Escrita na Paisagem 2011

Igor Gandra (dir)

A cANTORA
PT
teatro de marionetas

Projecto final de Mestrado em Teatro Ramos de Actor e Actor-Marionetista
Departamento de Artes Cénicas da Universidade de Évora

2 Julho, 21h30
Piso 2, Departamento de Artes Cénicas
Antiga Fábrica dos Leões
Pólo dos Leões da Universidade de Évora


Entrada Livre
Lotação limitada
Reservas:
tel.: 266 704 236 (9h-18h)
tlm.: 919 306 951
E-mail: info@escritanapaisagem.net

Direcção/Encenação Igor Gandra
Marionetas e objectos Júlio Alves, Igor Gandra, Teatro de Ferro + Alunos do Mestrado
Interpretação/co-criação Amândio Anastácio, Ana Carolina Santos, Ana Cristina Dias, Fátima Mártires, José Gil, Marta Rosa, Nuno Pinto, Ricardo Ávila, Susana Nunes
Apoio técnico Joana Velez
Co-produção Departamento Artes Cénicas e Centro de História de Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora, Festival Escrita na Paisagem, Teatro de Ferro.

A colaboração entre o Festival Escrita na Paisagem e a Universidade de Évora reflecte-se na programação de cada edição do Festival, entre outras formas, com o acolhimento de projectos curriculares do Departamento de Artes Cénicas. Em 2011, este é o caso de A cANTORA, projecto final dirigido por Igor Gandra, com a participação dos alunos de Mestrado em Teatro, Ramos de Actor e Actor Marionetista, este último, um projecto pioneiro em Portugal (já que não existia, até à criação deste mestrado, formação especializada em actor marionetista), com o apoio do Centro de História  da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora.

O espectáculo que agora se apresenta foi construído a partir do conto Josefina, a Cantora ou o Povo dos Ratos, de Franz Kafka. O texto, escrito em 1924 (e considerado por alguns autores o testamento de Kafka), coloca questões muito precisas sobre o papel do artista na sociedade e sobre o modo como uma definição desse papel, define essa mesma sociedade enquanto grupo ou colectivo, modo de organização e produção. 
Uma reflexão sobre o que fazer e como o fazer impôs-se desde o início. O facto do espectáculo ser o resultado das experiências e aprendizagens realizadas no âmbito de um curso de mestrado, frequentado por pessoas que buscam especialização e ou certificação, não por um grupo de artistas que se reúne em torno de algum propósito (in)comum, determinou todo o processo de criação. De alguma forma, foi necessário inventar estes artistas, foi necessário que estes artistas se (re)inventassem, enquanto tal e enquanto colectivo.
A criação de um vocabulário comum ou a voz silenciosa de uma prática partilhada. Ao longo de um semestre, trabalhou-se sobre um conjunto de práticas que concretizam algumas questões fundamentais como a das relações entre corpo e objecto, da gestão do espaço-tempo de cena e do olhar do observador – espectador. O trabalho sobre a animação da matéria e a exploração das possibilidades de interacção ou contracena com essa estranha forma de vida percorram, em múltiplas direcções, os corpos e as mentes dos intérpretes.

Igor Gandra

Igor Rovisco Gandra nasceu em Viseu em 1975. Frequentou o Balleteatro escola profissional, iniciando em 1990, o curso profissional de dança e concluindo em 1993, o de teatro. Entre 1993 e 1999, integrou a equipa permanente do Teatro de Marionetas do Porto sob a direcção de João Paulo Seara Cardoso. Na sua formação destaca o estágio do Institut International de la Marionette orientado por Phillipe Genty. Em 1996, com o Teatro Flúor, dirigiu o espectáculo Viagem a Khonostrov. Entre 1997 e 2001, leccionou no Balleteatro Escola Profissional e Centro de Formação. Em 1999, fundou com Carla Veloso o Teatro de Ferro, do qual é co-director artístico e encenador residente. Sucede, desde 2010, a Isabel Alves Costa na Direcção Artística do Festival Internacional de Marionetas do Porto. Tem textos publicados em edições como: Lura – Centro Cultural Vila Flor e Boa União - Teatro Viriato.
Participa com uma comunicação sobre o projecto Desmontagem na Conferência nacional de Educação Artística na Casa da Música em 2007. 
Igor Gandra foi recebedor de vários prémios: em 1997, pelo Clube Português de Artes e Ideias no concurso O Teatro na Década; em 2004, pelo Ministério da Cultura com o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte – Teatro; e em 2005, Medalha de Mérito Cultural e Científico do concelho de Vila Nova de Gaia e Troféu Aquilino Ribeiro na categoria de revelação atribuído pelo Jornal do Centro, Viseu.