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2010 > TEATRO > TEATRO DO SILÊNCIO (PT)
 
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Cartas Telegramas e Postais
Teatro do Silêncio
PT
Performance/TEATRO

Residência artística
9 a 12 de Setembro
Arraiolos


Apresentação
12 de Setembro, 18h30
Cine-Teatro de Arraiolos

M/12
Entrada livre

Texto e Direcção artística - Maria Gil
Sonoplastia e Espaço Cénico - Monika Frycová
Intérprete - Gisella Mendonza
Produção - Teatro do Silêncio
Co-produção - ZDB e Teatro Aveirense
Residência Artística e de criação - Festival Escrita na Paisagem
Parceria - Livraria Trama e Editora Elefante Azul Clarinho
Apoio - RE.AL

Cartas, Telegramas e Postais é uma performance sobre a intimidade que se estabelece entre quem envia e quem recebe uma carta, e sobre a necessidade da re:criação do indivíduo em alter-egos. Este trabalho toma como ponto de partida um texto autobiográfico escrito por Maria Gil no decorrer de uma residência artística de dois meses, em Espanha, inserida no programa "Map" (Programa de Apoio à Mobilidade do Pépinière pour jeunes artistes). O objecto "carta", a correspondência escrita entre remetente e destinatário são explorados numa performance na qual o público é chamado a interagir com a criadora, estabelecendo uma relação de proximidade entre ambos. As duas partes e as suas identidades confrontam-se, reflectem-se uma na outra, e partilham um espaço de comunicação cheio de possibilidades: quem são os interlocutores? O que se troca nestas cartas íntimas? Que “imagem” de nós próprios passamos ao outro?

Este projecto investiga a possibilidade que todos temos de re:criar duplos de nós próprios, dando vida a partes escondidas das nossa personalidade e a mundos fantásticos onde podemos ser outro, onde re:inventamos as nossa biografias, numa vida paralela e autónoma. A intimidade da relação estabelecida entre remetente e destinatário é re:pensada como a relação que se estabelece entre performer e espectador. Um relação afectada pelas escolhas que fazemos sobre quanto queremos revelar sobre nós próprios nas máscaras sociais que criamos, e pela confiança que depositamos nos outros, sabendo que as suas mentes, como as nossas, estão cheias de questões e hesitações.

Teatro do Silêncio, fundado em 2004, está sedeado em Lisboa. Colectivo transdisciplinar, junta pessoas com diferentes conhecimentos e interesses: teatro, cinema música, dança, artes visuais, e também matemática. O Teatro do Silêncio produz trabalho de carácter experimental, baseado numa pesquisa constante por novas abordagens e linguagens artísticas. A criação de textos originais, a utilização de materiais autobiográficos e a construção de uma relação de intimidade com o público durante as performances, são outras características essenciais do grupo. Os processos criativos de Teatro do Silêncio materializa-se numa variedade de objectos artísticos, desde performances (até agora todas da responsabilidade de Maria Gil), a curtas-metragens, álbuns, e livros.
 
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