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CHEGADAS
Teatro do Vestido
PT
TEATRO
Residência artística
De 15 a 28 de Agosto
Apresentação
28 de Agosto, 21h30
Estação Ferroviária de Évora
M/12
Entrada Livre
Direcção - Joana Craveiro
Criação, Interpretação, Textos - Joana Craveiro, Rosinda Costa, Inês Rosado
Dramaturgia - Teatro do Vestido
Instalação - Gonçalo Alegria
Assistência de encenação - Lara Portela
Produção - Sandra Carneiro
Co-Produção - Festival Escrita na Paisagem
Apoios - CP, Comboios de Portugal; Sociedade Guilherme Cossoul
Em Évora a apresentação de Chegadas conta com o apoio da REFER
Projecto financiado pelo Ministério da Cultura/DG Artes
O Teatro do Vestido (TdV) tem vindo a colaborar com o Festival Escrita na Paisagem desde 2006, numa relação institucional e artística que se consolida de ano para ano. Em 2010, o TdV traz ao Festival a estreia de Chegadas, o resultado de um projecto que a companhia começou a desenvolver numa residência artística, no quadro do Escrita na Paisagem 2009.
Depois de um longo período a escrever sobre e re:presentar o acto de “partir”, os membros do TdV compreenderam que, no fim de contas, só têm sido capazes do acto de “permanecer”. Na produção literária, o acto de “partir” (e a urgência que o acompanha) é (são) o(s) mais documentado(s). Assim, TdV aventura-se a iniciar uma pesquisa sobre a estranheza da “chegada”. O primeiro passo foi dado em 2009, numa residência artística desenvolvida no Escrita na Paisagem, sob o tema escolhido pelo festival para esse ano: o corpo. TdV empreendeu uma pesquisa artística fundada num trabalho site-specific de observação e documentação. O seu objectivo era compreender como é que o acto de “chegar” se inscreve no nosso corpo: a sensação do corpo chegar a um lugar novo (ou já conhecido), a relação que se estabelece com os “verdadeiros” e “autênticos” habitantes de um local, ser turista, o nomadismo da comunidade cigana, e o nomadismo dos próprios artistas, cujo trabalho os leva a percorrer Évora, encharcados pelo calor insuportável que, em Agosto, assola o Alentejo. Este material foi todo recolhido, trabalhado, e re:criado numa nova peça, a 14ª criação do TdV.
Chegadas é uma peça de teatro documental, onde a observação se deixa permear pelos observadores. É uma estória sobre uma experiência peculiar – chegar –, contada e re:presentada por actores-nómadas. É também um projecto que desvenda como o re:play, sendo repetição, é sempre-já uma re:novação. O acto de chegar está inscrito nos nosso corpos e nós actuamo-lo uma e outra vez, mas sempre de um modo diferente. Chegar é sempre-já re:gressar, mesmo que não conheçamos os lugares e as pessoas que os habitam. Estamos sempre a chegar a algum lado, vindos de um lado qualquer. E a cada chegada estamos diferentes.
O Teatro do Vestido vem mais uma vez ao Festival, ao Alentejo; esta chegada, bem como o processo criativo a desenvolver e os resultados a apresentar pela companhia, serão certamente tão familiares quanto surpreendentes e inesperados.
Teatro do Vestido é um colectivo artístico multidisciplinar, fundado em 2001, e dedicado à criação de peças teatrais e instalações que explorem novos processos criativos, em particular, constituam uma dramaturgia original.
O TdV aposta numa forte relação com o espaço, valorizando-o, ao mesmo tempo que procura estabelecer uma relação de participação com o público. A abordagem estética desenvolvida pelo TdV tem levado a companhia a trabalhar em contextos diversos: nacional e internacional, rural e urbano. Entre 2006 e 2007 o TdV desenvolveu a sua actividade num espaço cedido pelo Hospital Psiquiátrico Júlio de Matos (Lisboa), onde concebeu e materializou projectos artísticos, leituras encenadas, e projectos pedagógicos. Desde 2007 que a companhia carece de um espaço de trabalho permanente.
O TdV é reconhecido pela originalidade, experimentação e pesquisa que characterizam os seus projectos, e pela reflexão sobre a contemporaneidade, o que tem sido considerado muito pertinente pelo público e pela crítica. Recentemente a companhia tem-se dedicado a desenvolver projectos pedagógicos (Zonas) através dos quais pretende contribuir para a formação de actores autónomos e responsáveis, bem como de novos públicos, e ainda suscitar uma reflexão constante sobre arte e realidade.
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